quarta-feira, 28 de junho de 2017

A Farra continua!



Depois do Tonhão, veio Joazão (são João elétrico), depois  O PEDRÃO e depois  dos três virá o MANÉZÃO!
Tá pensando em mais uma festa né? SQN. (Só que não)
O Manézão é a festa das escolas sem reforma, sem banheiro, sem cadeiras, sem diários de classe, sem quadro, sem professores.
O Manézão é a festa das ruas cheias de buracos, mas com meios-fios pintados e quebra-molas renovados.
O Manézão é a festa dos mil quinhentos metros de outdoor com promessas e ficção e zero de transparência.
O Manezão é a festa do nepotimos cruzados, a filhas de um, a mulher de outros, o irmão de um o filho de outro tudo mamando na mesma teta e ninguém fala nada porque é farrinha do mesmo saco, mas de mandiocas diferentes.
O Manezão é uma festa para a juventude que trocou desenvolvimento, sobriedade, honestidade, seriedade por Safadão, Chiclete e  Sertanejo, afinal o bom da vida é curtir e roer coco na segunda-feira.
O Manezão é uma festa dedicada a você que acha que bom mesmo é o que rouba, rouba, rouba, mas faz uma festa por ano, afinal quem não trocaria três dias de festa por 362 dias de tristeza e abandono né?
Se você não quiser continuar curtindo o Manézão  é bom começar a prestar atenção em algumas coisinhas.
Porque será que ao invés do próprio Prefeito ou secretário de planejamento, administração ou cultura  apresentar o projeto do novo circuito do PEDRÃO 2017, isso foi feito pela “Secretária de assistência social” (que é pré candidata a deputada estadual)?
Porque será que o município investiu cerca de um milhão e meio na contratação de três músicos para o Pedrão e até agora não reformaram as escolas que continuam sendo inundadas e faltam equipamentos básicos para o funcionamento?
Porque será que mesmo com o aumento da receita do município de Eunápolis em mais de 50 milhões de reais anuais e a redução das secretarias municipais o município não consegue dar continuidade a gestão transparente do governo anterior?
A verdade é que há muito a se perguntar! As respostas todos sabem quais são, mas ninguém se incomoda. Então viva o império Oliveira do Extremo Sul da Bahia.

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